quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Só.




Não tenho quem me acaricie.

Não tenho quem me dê um abraço apertado pra matar a saudade.
Não tenho quem me diga "como você está bonita hoje!".
Não tenho quem ria das minhas trapalhadas.
Não tenho de quem ouvir um "eu te amo".
Não tenho com quem fazer as pazes depois de uma briga.
Não tenho quem perceba que estou usando sapatos novos.
Não tenho quem repare as minhas manias.
Não tenho quem sorria ao me observar.
Não tenho quem me fale "estou louco pra te ver".
Não tenho quem me faça cafuné.
Não tenho quem queira ouvir minha voz apenas pra se sentir melhor.
Não tenho com quem virar a madrugada falando besteira e dando risada.

Não tenho quem seque as minhas lágrimas nesta noite chuvosa.

-
Texto escrito em 16 de abril de 2009. 
Relendo esse texto hoje, consigo perceber claramente que eu consegui desfazer grande parte das minhas frustrações quando encontrei a pessoa que tanto buscava. Hoje eu tenho quem me proporcione tudo aquilo que eu sempre desejei. E não preciso mais de alguém para secar minhas lágrimas. Não preciso, porque já não tenho mais quem as faça surgir.

2 comentários:

  1. Sabe, acho que li esse texto no dia errado. Ele me arrancou lágrimas...(Isso é bom, mostra que foi bem escrito)
    Não vou conseguir comentar muito sobre ele.
    Adorei o texto e a descrição, pena é eu estar vivendo esse momento descrito no texto querendo viver o da descrição.
    Te amo amiga!

    ResponderExcluir
  2. Esse aqui é o último texto dos seus "maus tempos" do blog e tal. E é muito bom ver seu blog agora e ver que tudo isso passa. Esses seus textos, os contrastes entre eles e os novos, me dão uma esperança que ninguém havia conseguido dar. Esses textos poderiam facilmente ter sido escritos por mim há alguns dias.

    Muito, muito obrigada por fazer algo que eu achava que ninguém era capaz!

    ResponderExcluir