quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Apenas ninguém.



Cada dia me sinto mais confusa...

Cada dia me sinto mais enterrada no solo que se encontra sob meus pés.

Tudo que preciso é de luz. Preciso me libertar, pra conseguir então seguir o meu caminho.

Nada se encontra nítido diante dos meus olhos. Nada se encontra legível diante dos meus pensamentos. Tudo parece tão borrado, tão desfocado...

Nada faz sentido. Nada diz nada com nada. Eu não digo nada com nada. Não penso nada com nada. Não faço nada com nada. Não quero nada com nada.

Não sei mais o que faço. O que penso. O que digo. Não sei pra onde vou. Quando vou. Como vou. Se vou.

Não sei mais nada, não sinto mais nada. Apenas essa angústia que me persegue...

Preciso me mover, mas sinto meus braços amarrados às minhas costas.

Por que esse sentimento me aprisiona tanto? Por que saber que eu não sou querida da mesma forma que eu quero não basta pra eu desgrudar minha mente e meu coração dele?

Por que o amo??? Não quero amá-lo. Não quero, não posso. Não devo.

Texto totalmente sem sentido, não estou dizendo nada com nada.

Mas é assim que me sinto. Sem sentido. Nada com nada.

Estou perdida no meio de uma multidão... Apenas ninguém.

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Texto escrito em 09 de janeiro de 2009.

Um comentário:

  1. Sabe, acabei de ler esse texto e fui ver a imagem que você colocou nele. E viajeii aqui, comecei a filosofar sobre a imagem e o conteúdo do texto. Se reparar, a confusão que se passa através desse texto e a imgame da flor segura por mãos algemadas fazem com que a flor perca o sentido. Ao invés de ser colocada em um jarro de flores ou plantada em um jardim, ela está no incomum, no errado, está apenas sendo exposta a todos os perigos. Sem água, sem luz do sol, apenas segurada por uma mão qualquer. Por isso a tal confusão...Rosas tem que povoar jardins. A Rosa tem que ser achar rosa e não um "ninguém".
    Adorei o texto (again).
    Continue assim benzinho.

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